AGRICULTURA REGENERATIVA/DE CONSERVAÇÃO
Descrição:
A agricultura regenerativa, também chamada de agricultura de conservação, adota uma abordagem holística da terra que cultiva, aplicando princípios que garantem maior produtividade e biodiversidade. Baseia-se no bom estado do solo, que depende da matéria orgânica nele existente, incluindo toda a matéria viva — raízes das plantas, minhocas, microrganismos.
A agricultura regenerativa inclui práticas como: agricultura de conservação com mínima ou nenhuma mobilização do solo (isto é, ausência de lavoura, também conhecida como No Till), uso de culturas de cobertura, rotação de culturas, compostagem e redução do uso de insumos químicos.
Benefícios:
Melhora a matéria orgânica do solo, o que leva à redução ou mesmo à eliminação da erosão, assegura uma infiltração equilibrada da água, promove o ciclo de nutrientes, produz culturas saudáveis e sustentáveis e aumenta a biodiversidade.
Como resultado de práticas degenerativas de gestão da terra, grande parte das terras agrícolas atuais apresenta níveis de matéria orgânica muito mais baixos do que há décadas.
Porquê agricultura regenerativa?
A agricultura regenerativa apresenta diversas vantagens:
- Dá resposta aos desafios enfrentados pelo setor agrícola no contexto das alterações climáticas, que aumentam a ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos, como secas e tempestades, erosão dos solos e declínio dos polinizadores, introduzindo métodos agrícolas sustentáveis;
- Garante ecossistemas equilibrados;
- Produz alimentos saudáveis.
A agricultura regenerativa responde a todos estes problemas porque conserva e restaura os sistemas agrícolas: regenera a camada superficial do solo, aumenta a biodiversidade, melhora o ciclo da água, torna os sistemas mais resilientes às alterações climáticas e melhora a fertilidade do solo.
As regras para a transição para a agricultura regenerativa não são universais — as abordagens e técnicas variam consoante a região e até entre produtores individuais.